
Este e-book parte de uma pergunta incômoda e necessária: de onde nasce o cristianismo marcado pela raiva, pela hostilidade e pela obsessão em atacar inimigos? Longe de explicações psicológicas fáceis, o texto mostra que esse fenômeno é fruto de uma forma específica de viver a fé. Ao longo dos capítulos, o leitor percebe como o zelo pode se transformar em agressividade, como a Bíblia pode ser usada como arma ideológica e como a fé, quando deixa de ser caminho de conversão, passa a funcionar como trincheira identitária. O livro identifica as marcas desse cristianismo endurecido — leitura seletiva da Escritura, obsessão com pureza, mentalidade de “nós contra eles” — e mostra por que ele não amadurece corações, mas os fecha.
O percurso vai além da crítica imediata e revela que esse tipo de cristianismo tem história, raízes e projeto. Suas origens passam pelo puritanismo, pelo fundamentalismo moderno e pela fusão entre religião e poder, até chegar ao contraste decisivo com o próprio Jesus. O leitor é levado a confrontar o modo como muitos hoje “defendem a fé” com o modo como Jesus viveu, ensinou e enfrentou conflitos. O resultado é provocador: aquilo que costuma ser chamado de fidelidade aparece, muitas vezes, como traição prática ao Evangelho. Não é um livro para atacar pessoas, mas para desmontar ideias — e convidar a uma fé mais lúcida, madura e verdadeiramente evangélica.